Mostrando postagens com marcador branding. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador branding. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O misterioso e ascendente consumidor chinês.


Acredito que essa informação não espanta ninguém: o comportamento do consumidor chinês ainda é um mistério. O que está acontecendo na China? O que está mudando lá? Será que sua realidade está tão distante da nossa, dos invejados capitalistas ocidentais?
A China vem crescendo, isso não é novidade para ninguém, e com esse crescimento vem as mudanças comportamentais dos consumidores: agora eles têm tudo ali na mão, todos os artigos de desejo, todos os anéis DeBeers da vida, todos os modelos da Sra. Apple e assim por diante. 
O campo de estudo comportamental econômico chinês é interessantíssimo, é uma Amazônia na década de 20 totalmente misteriosa e totalmente de braços abertos para ser explorada. Ainda não consegue-se definir ao certo o que acontece com o comportamento dos nossos amigos chineses, consegue-se identificar expressivas diferenças de acordo com regiões, classes sociais, podemos até arriscar dizer que há uma similaridade com o caso brasileiro: a China é um país de população assustadoramente numerosa, com uma concentração de renda altíssima, portanto existe uma expressiva diferença entre ricos e pobres o que impacta diretamente numa diferença significativa de comportamento.
O que se sabe até agora é que os chineses buscam qualidade, bom funcionamento do produto, mas estão pegando a veia dos veteranos capitalistas (nós): querem marcas que os representem, além de comprarem o produto, querem comprar o sentimento, estão dando extrema importância pro tal do efeito halo sobre o qual eu já dissertei anteriormente. 
Para quem gosta e se fascina pelo estudo do comportamento, assim como eu, a China é um tesouro da Economia Comportamental para ser analisado, definido, interpretado, dissertado, há muitas surpresas por vir e vamos assistir o espetáculo do comportamento do consumidor chinês como expectadores e especuladores. 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Marketing do Constrangimento.


Janaina Marques

Por todo o um ano que pesquiso Economia Comportamental e Marketing vi propaganda e marketing de todos os tipos possíveis: com apelação visual, auditiva, do paladar e etc.
Nessa viagem de férias me dei conta de um marketing que eu nunca tinha visto, porém muito interessante e eficaz, pelo menos para mim quanto consumidora.
O objeto de marketing utilizado pela loja é algo muito simples, sem gosto e barato: água. Ao entrar na loja acompanhada de uma amiga a vendedora nos abordou com duas garrafinhas de água Crystal: “Aceitam água?”, a pergunta foi só por educação e sutileza, pois a água já estava em nossas mãos.
Enquanto eu tomava a água eu andava pela loja, olhava as araras, havia muitas coisas interessantes, só meu orçamento que não estava, e eu pensava: “Poxa, ela me deu essa água da embalagem bonitinha, vou sair daqui na maior cara de pau sem levar nada?”, eis o que denomino Marketing do Constrangimento, vou comprar pra não ficar com cara de aproveitadora.
Ok, era apenas uma água, uma simples água, mas o gesto da loja te oferecer essa água e sendo a água Crystal, uma das mais “nobres” águas minerais, te faz sentir-se na obrigação de comprar algo. Aí você vai lá, gasta 50 reais com a loja e ela 2 reais com você. É aí que mora o lucro e a boa imagem, que loja gentil!